Chegam a 10 os municípios em alerta por causa do chikungunya

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O aumento dos casos de chikungunya no estado do Piauí é alarmante e os números tiveram uma alta de 103% de acordo com dados da Secretaria de Saúde. No estado, 10 municípios apresentam estado de risco, em alerta são 75 e 117 são considerados satisfatório nos números de casos registrados.

O Sul e Norte são as regiões mais críticas e entre elas estão a Parnaíba, Cajueiro da Praia, Luis Correia, São Raimundo Nonato, Oeiras Floriano e outras. “Levando em consideração que Cajeiro da Praia possui 7,5 mil habitantes, então, para a população é um número expressivo. Já consideramos uma alta incidência, sendo caracterizada uma epidemia. Assim como Luiz Correia, que registrou um acumulado no ano de 219 casos, levando em consideração que a cidade possui 30 mil habitantes, dá uma média de 15 a 20 casos por semana”, relata o técnico de Vigilância em Saúde da Sesapi, Inácio Lima. Nas regiões litorâneas do Piauí houve registros de 114 casos de janeiro a agosto de 2017.

A cidade de Floriano que possui em média 59 mil habitantes, foram registrados 219 casos, uma média de 3 por semana. Inácio explica que a relação dos casos de chikungunya principalmente com circulação intensa do vírus nessas regiões e ressalta sobre a diminuição dos casos de dengue. “Isso acontece devido à entrada recente deste último vírus no Piauí, que chegou ao estado há cerca de três anos. As pessoas já vinham adoecendo de dengue e, uma vez tido contato com o vírus, ele jamais vai se instalar nas pessoas de novo. Enquanto que a chikungunya, as pessoas estão vulneráveis e quem nunca adoeceu está exposto”, explica.

A Sesapi está monitorando os casos e promovendo ações de combate nos municípios que tiveram altos índices de registros da doença e algumas ações estão sendo realizadas, como os carros de fumaça e orientações por parte da prefeitura.

No segundo semestre de 2017 a quantidade de casos registrados está sendo uma novidade, já que os índices de chuvas são menores comparadas ao primeiro semestre “Essas doenças existem dentro de uma sazonalidade, que é o período que ocorre com mais intensidade. Quando termina o período chuvoso, a oferta de água reduz, mas, ainda assim, observamos que há casos de chikungunya que permanece persistente em alguns municípios do estado. Então, as pessoas precisam ficar atentas, independente do período ser de chuva ou seca”. alerta Inácio.

 

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