Novas técnicas médicas e científicas são desenvolvidas por brasileiros

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Um homem dedicado e que vive debruçado sobre vários projetos, é um dos primeiros balonistas a voar sobre os céus do Brasil. Quem vê ele ativo e trabalhando firme com sua paixão, não sabe que ele já sofreu um infarto. Leonel sofreu um infarto em 2011 durante um campeonato de balonismo no interior paulista.

“Eu comecei a sentir uma dor muito grande no braço, me incomodou bastante, foi então que eu sentei e a dor não passava. Começou a aumentar e eu comecei a suar. Nesse momento minha pressão já estava muito alta, eu chamei um amigo e pedi para que ele me levasse até um hospital”, diz o balonista e alpinista, Leonel Brites.

Ele saiu de lá com um stent implantado em seu peito. Dois anos depois um novo apelo do coração e mais uma vez o stent fez a diferença. “Você vê o sangue fluindo para o coração. É um negócio muito interessante você sentir a sua vida voltando”, diz Leonel.

A técnica que salvou a vida de Leonel foi criada pelo cardiologista brasileiro, José Eduardo de Souza. “O indivíduo tem um infarto, porque a artéria está fechada, ele vai para o hospital e logo em seguida para a sala de operação, onde acontece o procedimento que nós chamamos de cateterismo cardíaco, e é assim que introduzimos o stent. É lá que se faz o procedimento pela perna e o paciente se recupera do infarto”, diz José Eduardo.

O stent é uma pecinha metálica que é introduzida por um cateter, ele funciona como uma mola abrindo a artéria no ponto do entupimento. Ele carrega um medicamento que liberado aos poucos previne a volta do problema. O cardiologista José Eduardo, já perdeu a conta de quantos já implantou. Em todo o mundo já são mais de 50 milhões de pacientes beneficiados pela técnica.

“Ela é simplesmente espetacular, isso diminuiu o número de cirurgias de peito aberto em mais de 70%. Esses são números formidáveis onde você resolve o problema sem ter que abrir o tórax do paciente”, diz José Eduardo.

Chegar a este resultado seguiu um longo caminho, José Eduardo se inspirou em trabalhos de colegas dos Estados Unidos e Alemanha. Além do apoio de uma indústria farmacêutica para desenvolver a técnica. “Apresentei vários casos de pacientes em congressos americanos, em congressos europeus, e fui conquistando o apoio deles para desenvolver e aplicar essa técnica”, explica o cardiologista.

“Aqueles que criaram as técnicas devem ensinar para que possam ser úteis para toda a população”, reforça o cardiologista. Foi o que fizeram brasileiros como Vital Brasil, Osvaldo Cruz, Adolfo Lutz e Carlos Chagas. Na faculdade de medicina na Universidade de São Paulo (USP), o trabalho de muitos médicos e de vários especialistas, tem ajudado a melhorar a qualidade de vida em várias partes do mundo

O pesquisador e professor da USP, Paulo Saldiva, contribui para a definição dos atuais padrões de qualidade do ar pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os novos índices reduziram em até 80% o limite aceitável para poluentes como o dióxido de enxofre liberados na atmosfera.

 

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