Pesquisadores desenvolvem um método de diagnosticar a Zika de forma mais eficiente

Image result for zika

Quando todos acreditavam que a dengue era o maior mal propagado pelo mosquito, o vírus da zika surgiu virando uma ameaça ao mundo. Apesar de a zika existir a 2 anos, apenas em 2016 a doença eclodiu no Brasil proporcionando um numero assustador de casos, em sua maioria na região Nordeste. Muitos bebes brasileiros nasceram com má-formação cerebral e muitos outros sofreram com deficiências cognitivas e físicas. Felizmente, as ocorrências estão substancialmente menores, em 2017, até agora, cerca de 13350 contágios foram registrados, contra os 205578 de 2016. No entanto, é necessário se preparar, pois a zika pode voltar com mais força.

Essa preocupação se agrava ao considerar a proximidade do verão, que é a estação do ano que propicia a multiplicação do mosquito que transmite a doença. Por isso a importância de aprimorar os métodos de diagnósticos, para que fiquem mais rápidos e mais baratos. E esses atributos não devem ainda comprometer a eficácia, pois não é difícil confundir a zika com outras doenças parecidas, como a dengue ou a chicungunha, Esse tipo de diagnóstico ainda não existe, porem um trabalho noticiado na revista Science Translational Medicine prevê que estará pronto num futuro próximo.

Uma equipe de pesquisadores do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que possui brasileiros, está trabalhando no desenvolvimento de um teste rápido e com baixo custo, aproximadamente 5 dólares a unidade, que segundo os pesquisadores possui a capacidade de identificar os quatro sorotipos da dengue, além da zika. “É importante ter um único teste que diferencie os quatro sorotipos da dengue e o zika porque eles circulam, eles são transmitidos pelo mesmo mosquito (o Aedes aegypti)” explicou a Kimberley Hamad-Schifferli, coautora do projeto e docente na Universidade de Boston.

Foi explicado no artigo que esse teste dura apenas 1/3 de uma hora, e é capaz de mostrar se um paciente está contaminado pelo mosquito, e precisar qual é o vírus, sem riscos de erros que podem prejudicar o tratamento do paciente. Os cientistas contaram com a ajuda de vários outros cientistas em todo o globo, que realizaram testes com sangue retirado de pacientes, e constataram que realmente o teste funciona com precisão. No Brasil, a FIOCRUZ, FAMERJ e a UFMG deram essa contribuição.

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *