Relatório da OMS confirma redução de 37% dos casos de tuberculose

Segundo uma nova divulgação de dados feita pela OMS – Organização Mundial da Saúde, cerca de 53 milhões de mortes foram evitadas desde o ano 2000, através dos esforços mundiais para o combate à tuberculose. Esses esforços foram responsáveis por reduzir a taxa de mortalidade em até 37% dos pacientes infectados com a doença durante o período analisado. O relatório global feito pela OMS ainda destacou que no ano passado, a tuberculose foi a doença infecciosa com patógeno único que mais matou pessoas, sendo mais mortal que o HIV.

Outro fato destacado pela OMS no relatório é que a tuberculose também está diretamente relacionada com um alto número de mortes por causa de resistência bacteriana. Além disso, a maior causa de morte entre os pacientes infectados com HIV é a tuberculose. Contudo, a OMS também destacou que esses problemas poderiam ser evitados, pois alguns países ainda não estão adotando medidas suficientes para que o controle da doença seja feito globalmente.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse sobre o relatório publicado: “Enquanto o mundo se comprometeu a acabar com a epidemia de tuberculose até 2030, ações e investimentos não correspondem à retórica política. Precisamos de uma abordagem dinâmica, global e multissetorial”.

Somente no ano passado, o número aproximado de novos casos de tuberculose registrado no mundo todo era de 10,4 milhões. Dentro desse total, 10% dos casos eram de pacientes com HIV. A OMS ainda informou que sete países foram responsáveis por somar uma parcela de 64% de todos os casos no mundo, eles são: China, Indonésia, Paquistão, Nigéria, Filipinas, África do Sul, e Índia.

As estimativas apontam que 1,7 milhão de pessoas morreram por causa da tuberculose no ano passado. Além disso, outras 400 mil pessoas que já viviam com o HIV também morreram por causa da tuberculose. Em comparação com 2015, esses números demonstraram uma redução de 4%.

O Brasil é apontado no relatório com incidência de 42 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes. O número é considerado acima da média no continente americano, que tem um número de 27 casos para cada 100 mil habitantes.

Embora o Brasil tenha sido citado pela OMS no relatório global como um exemplo de política pública em relação a notificação dos novos casos da doença, a entidade destacou que houve um ponto negativo nos dados apontados pelo país. Segundo o relatório, menos de 50% dos pacientes co-infectados com HIV e tuberculose foram tratados com medicações antirretrovirais em 2016.

 

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