Empresa de sabão que inovou e errou ensina lição para outras empresas

Quando uma empresa está consolidada no mercado um dos maiores desafios é manter a sua reputação e a qualidade de seus produtos diante da concorrência e da disputa que o mercado impõe.

Nem sempre ter decisões que parecem inovadoras é a melhor maneira de continuar mantendo destaque. É isso o que algumas empresas provaram e que muitos outros empresários podem aprender com esses exemplos.

Os riscos que as empresas podem assumir ao lançar um novo produto ou um novo serviço devem ser meticulosamente calculados, porque caso haja algum erro ele deve ser corrigido o mais rápido possível para evitar danos à imagem e ao lucro da empresa.

Às vezes ideias que podem parecer boas não apresentam o resultado esperado e além disso se tornam um desastre.

As empresas multinacionais de sabão em pó Unilever e Procter & Gamble (P&G) sempre estiveram em disputa pelo mercado. No Reino Unido o produto que estava dominando o ramo era o Persil (empresa Omo no Brasil) que era fabricado pela Unilever.

Depois que foi lançado em 1909, o sabão em pó rapidamente se tornou o favorito no país. O sabão também era associado a uma imagem familiar, com mães e parentes contentes nas propagandas.

Sem tantas emoções, o Ariel era um concorrente que não investia em uma imagem mais emotiva para a sua marca. O foco era a limpeza prática e eficiente de muitas manchas, principalmente as difíceis, o que chamou a atenção dos consumidores.

Quando o Persil começou a ter uma queda nas vendas então começou a disputa que ficou famosa como a “guerra do sabão”. Para incomodar a concorrente Ariel, foi desenvolvido um produto que prometia a remoção eficaz de manchas e sujeira. Na fórmula do sabão em pó havia um novo elemento químico, o manganês, chamado de “acelerador” pela Unilever.

Depois que os clientes começaram a utilizar o novo produto, a insatisfação começou a tomar conta. A lavagem com esse sabão em pó gerou furos nas roupas, então o produto teve que sair de circulação e provocou um prejuízo estimado em US$ 350 milhões. Após quatro anos a empresa conseguiu recuperar o seu prestígio com os seus Persil Tablets.

 

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