Pesquisadores ampliam a eficiência do etanol com gene identificado

A revista New Phytologist, publicou uma notícia que agradam os produtores de etanol. A equipe formada por pesquisadores do Reino Unido, Estados Unidos e Brasil identificou um gene envolvido nas duras paredes celulares de vegetais. A liberação de açúcares aumentou em 60% após a supressão desse gene. De acordo com os pesquisadores, a produção do etanol de segunda geração realizado através da biomassa vegetal, se trata de uma descoberta com avanços importantes.

O Brasil possui uma indústria de bioenergia em crescimento que utiliza resíduos de gramíneas como biomassas dedicadas à produção de bioetanol, segundo o pesquisador Hugo Molinari, do Laboratório de Genética e Biotecnologia da Embrapa Agroenergia.

A descoberta do gene irá permitir o desenvolvimento de plantas com paredes celulares mais fáceis de quebrar, e isso aumentará a produção e ajudará substituir os combustíveis de origem fóssil.

Os pesquisadores utilizaram um transgene para suprimir o gene endógeno responsável pela rigidez nas paredes da célula, para aproximadamente 20% da sua atividade normal. Dessa maneira a biomassa produzida se tornou menos rígida em comparação com uma planta que não foi modificada.

O pesquisador, e co-lider da equipe do Rothamsted Research do Reino Unido, Rowan Mitchell, prevê que agora é necessário descobrir como esse gene atua cientificamente, para poder tornar o processo mais eficiente.

Segundo o professor de bioquímica da Universidade de Wisconsin-Madison e pesquisador do Centro de Pesquisas de Bioenergia dos Estados Unidos, John Ralph essa foi uma descoberta difícil. Ele disse que o grupo vem trabalhando desde o inicio de 1990 nas ligações cruzadas de ferulatos na parede celular das plantas e desenvolveu métodos de ressonância magnética nuclear que foram úteis no estudo.

O cientista da Embrapa afirma que somente o Brasil, os mercados com potencial desta tecnologia foram avaliados em R$ 1,3 bilhão no segmento dos biocombustiveis e de R$ 61 milhões para a alimentação dos bovinos.

Todos os anos são produzidos bilhões de toneladas de biomassa comentam Mitchell, e uma das características desses pastos é a digestão do que será nutritivo para os animais e reduzirá a emissão de gases produzidos e dessa maneira colaborar na redução do efeito estufa.

 

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