Menino de 8 anos cria o próprio álbum da Copa desenhando as figurinhas

Pedro Henrique Blaco Arouca tem apenas 8 anos, mas a criatividade de um grande artista. O menino queria ter um álbum da Copa do Mundo, mas a situação financeira da família não era das melhores. Ele então decidiu não se lamentar, optando por transformar a situação em uma oportunidade de mostrar o seu talento.

O menino criou o seu próprio álbum, com divisões de seleções e espaço para colar as figurinhas. Já essas figurinhas são muito especiais, pois ele desenha cada uma delas com suas canetas e lápis de cor.

A mãe do garoto prodígio, Gleice Barizon Blanco, contou em uma entrevista para a TV TEM, filiada da TV Globo em Bauru, interior de São Paulo, que o menino pegou um saquinho de hortifruti e colocou as figurinhas desenhadas por ele dentro, dizendo para ela que as dele também tinha um pacotinho.

Ela conseguiu comprar o álbum oficial da Copa para o filho, mas não tem condições de comprar as figurinhas, pois ganha pouco mais de um salário mínimo como caixa de supermercado para sustentar ela e o filho, pois é viúva desde que Pedro tinha dois anos.

A mãe confessa que teve medo do menino ser humilhado pelos colegas da escolha em que estuda por não ter o álbum, mas aconteceu justamente o contrário: as outras crianças ficaram encantadas com a criatividade de Pedro e não só apoiaram a sua ideia como o consideram o artista da turma.

Pedro já é uma celebridade na escola e elogios se tornaram constantes após as notícias sobre o seu talento. A professora de educação física de Pedro, Maria Cristina Herculiani, revelou na entrevista que ficou impressionada quando viu os desenhos do aluno, incentivando que ele continuasse e o levando nas outras salas para falar sobre o seu álbum personalizado.

Pelo site do G1 internautas demonstraram interesse em doar figurinhas reais para que Pedro tenha não só o seu álbum personalizado, mas o oficial para desenhar mais jogadores. O grupo, entretanto, aguarda uma forma de contatar a escola ou a mãe do menino.

Animal símbolo do Brasil está em risco de extinção

Quatro pesquisadores enfrentaram regiões isoladas entre os Estados do Ceará e Piauí, acompanhados por moradores da região e também por cães farejadores, para tentar encontrar populações de tatus-bolas. Foram necessárias doze noites de caminhadas pela madrugada para encontrar cinco exemplares de tatus-bolas, que os pesquisadores tiraram suas medidas, amostras de sangue e estudaram o seu habitat. Essa pesquisa foi uma das principais jornadas científicas do tipo que já foram feitas no Brasil.

Esse estudo foi uma rara oportunidade de analisar uma espécie de animal encontrado somente em solo brasileiro, sendo escolhido inclusive como  o mascote de um dos maiores eventos  realizados no país, a Copa do Mundo de 2014. O tatu-bola é uma espécie ainda pouco conhecida pelos pesquisadores, que estão se esforçando muito para que essa espécie não seja extinta da natureza.

Atualmente, não existem dados corretos sobre o número de animais da espécie que podem ser encontrados na Caatinga do país, que é o seu habitat natural. Segundo notícias, as estimativas não são nada positivas e mostram que atualmente, a população de tatus-bolas (Tolypeutes tricinctus) foram reduzidas a menos de 1% do número original que existia em nosso território. O receio dos pesquisadores é que essa espécie possa estar extinta daqui a cinquenta anos, se nada for feito para impedir que isso aconteça.

Segundo a pesquisadora Flavia Miranda, do Programa de Conservação do Tatu-bola, que começou há dois anos e que conta com a ajuda da ONG Associação Caatinga, financiada pela Fundação Grupo Boticário, o tatu-bola é uma espécie que sofre o risco de ser extinta por causa do desmatamento que está acontecendo na região da Caatinga, que passa a ter as suas terras sendo usadas principalmente no setor agropecuário. Outro fator que contribui para a sua extinção é de que o tatu-bola é muito caçado, já que a sua carne é usada para alimentar as pessoas que moram na região e que são muito humildes.

Esse estudo é o primeiro realizado por um período mais longo sobre essa espécie nas regiões de Caatinga, que vai poder analisar quais são as suas maiores ameaças e poderá mapear, os locais onde existem os tatus-bolas no meio ambiente.

Os pesquisadores estão esperando pela criação de uma área de preservação ambiental, que ficará no estado do Piauí, na cidade de Buriti dos Montes e que vai ajudar nos estudos sobre essa espécie e também de outras.

Lactalis irá retirar lote do leite em pó da Parmalat por risco de salmonela

A empresa responsável pela marca Parmalat, a multinacional francesa Lactalis, irá retirar de 83 países vários lotes do produto leite em pó. O motivo desta grande retirada é a suspeita de contaminação por salmonela, que vitimou uma grande quantidade de crianças na França.

“Há 83 países afetados, que estão sob o mesmo procedimento de retirada de produtos. Temos um gabinete de crise tanto para o exterior como para a França”, disse Emmanuel Besnier, diretor-executivo da multinacional, que falou sobre os casos ocorridos na França durante uma entrevista concedida ao Le Journal du Dimanche. Porém, o diretor não divulgou quais são os países afetados pelo lote de leite em pó contaminado com salmonela e distribuído pela Parmalat.

Já foram diagnosticados 35 bebês franceses com salmonela devido ao consumo do leite em pó. Logo que o problema foi detectado pelas autoridades de saúde pública francesa, a França passou a proibir o produto em todo o seu território desde o final de dezembro do ano passado, quando foram constatadas as fontes de contaminação por salmonela. Desde então, os bebês tiveram recuperação e estão estáveis.

Sendo considerada uma das marcas de leite em pó voltadas para o consumo de bebês mais consumidas em todo o mundo, a gigante Lactalis pode ter feito outras vítimas com este lote contaminado fora do território francês. Uma delas pode ser um bebê que vive na Espanha, que foi diagnosticado com gastroenterite e consome o leite em pó da marca. O outro caso foi detectado na Grécia e não tem confirmações oficiais se teve influências do leite em pó da marca Parmalat.

“Há denúncias contra nós, haverá uma investigação e nós colaboramos com tudo o que a Justiça nos pedir, ainda que nunca haverá risco zero nesta questão, como acontece em outras marcas e produtos industriais vendidos em todo o mundo”, explicou Besnier.

Fundada no ano de 1933, a empresa Lactalis acabou se tornando uma grande multinacional que atua no setor lácteo após uma fusão com a Parmalat, ocorrida em 2011. A multinacional também adquiriu as marcas Batavo, e Elegê aqui no Brasil, fusão ocorrida após grande negociação com a BRF.