Animal símbolo do Brasil está em risco de extinção

Quatro pesquisadores enfrentaram regiões isoladas entre os Estados do Ceará e Piauí, acompanhados por moradores da região e também por cães farejadores, para tentar encontrar populações de tatus-bolas. Foram necessárias doze noites de caminhadas pela madrugada para encontrar cinco exemplares de tatus-bolas, que os pesquisadores tiraram suas medidas, amostras de sangue e estudaram o seu habitat. Essa pesquisa foi uma das principais jornadas científicas do tipo que já foram feitas no Brasil.

Esse estudo foi uma rara oportunidade de analisar uma espécie de animal encontrado somente em solo brasileiro, sendo escolhido inclusive como  o mascote de um dos maiores eventos  realizados no país, a Copa do Mundo de 2014. O tatu-bola é uma espécie ainda pouco conhecida pelos pesquisadores, que estão se esforçando muito para que essa espécie não seja extinta da natureza.

Atualmente, não existem dados corretos sobre o número de animais da espécie que podem ser encontrados na Caatinga do país, que é o seu habitat natural. Segundo notícias, as estimativas não são nada positivas e mostram que atualmente, a população de tatus-bolas (Tolypeutes tricinctus) foram reduzidas a menos de 1% do número original que existia em nosso território. O receio dos pesquisadores é que essa espécie possa estar extinta daqui a cinquenta anos, se nada for feito para impedir que isso aconteça.

Segundo a pesquisadora Flavia Miranda, do Programa de Conservação do Tatu-bola, que começou há dois anos e que conta com a ajuda da ONG Associação Caatinga, financiada pela Fundação Grupo Boticário, o tatu-bola é uma espécie que sofre o risco de ser extinta por causa do desmatamento que está acontecendo na região da Caatinga, que passa a ter as suas terras sendo usadas principalmente no setor agropecuário. Outro fator que contribui para a sua extinção é de que o tatu-bola é muito caçado, já que a sua carne é usada para alimentar as pessoas que moram na região e que são muito humildes.

Esse estudo é o primeiro realizado por um período mais longo sobre essa espécie nas regiões de Caatinga, que vai poder analisar quais são as suas maiores ameaças e poderá mapear, os locais onde existem os tatus-bolas no meio ambiente.

Os pesquisadores estão esperando pela criação de uma área de preservação ambiental, que ficará no estado do Piauí, na cidade de Buriti dos Montes e que vai ajudar nos estudos sobre essa espécie e também de outras.

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