A expansão do império de Guilherme Paulus – de turismo a hotelaria e construção

O empresário de sucesso Guilherme Paulus, responsável por alavancar a famosa operadora de turismo CVC, apostou em seu conhecimento sobre viagens e adentrou no setor de gestão de hospedagem de luxo e no mercado de construção e incorporação. Sua ideia é utilizar as áreas livres ou “excedentes” dos terrenos de seus hotéis para construir condomínios. Ainda que as empresas dos segmentos acima firmem parcerias, os negócios devem ser operados separadamente.

O desejo de iniciar no ramo de incorporação surgiu na mesma época da aquisição de um renomado resort em Foz do Iguaçu, no Paraná, com 2,5 milhões de metros quadrados e um campo de golf. Daí nasceu a GJP Hotels & Resorts.

No decorrer de sua trajetória visionária, juntamente com GJP Incorporadora & Construtora de Guilherme Paulus foi lançado o habitacional, referido como “vila em estilo americano”, Village Iguassu Golf Residence. Ao todo são R$17 milhões destinados à construção desta estrutura.

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No projeto de alto padrão, a área total de 160.000 metros quadrados contaria com 109 lotes, de 800 a 1800 metros quadrados nos valores de R$480 mil a R$1,8 milhão. O espaço com área gourmet, academia, clube de lazer, brinquedoteca, salões de jogos e festas, quadra, playground e campo de golfe compartilhado com o hotel, será entregue mobiliado, contudo as casas edificadas pelos próprios compradores devem seguir determinados padrões estéticos.

Para Guilherme Paulus agregar condomínios e turismo é um novo conceito e deve ser aproveitado.

A crise no setor de incorporação e construção parece não assustar o empreendedor, pois, em sua opinião, o país possui milhões de pessoas com renda para adquirir esse tipo de propriedade, em um condomínio seguro e diferenciado.

Até 2016, com um ativo aproximado de R$1 bilhão, a GJP Hotels & Resorts contava com 12 hotéis próprios de padrão luxuoso e sete em diferentes cidades brasileiras sob sua gestão. Devido ao sucesso alcançado, Guilherme Paulus afirma que fazer viagens tornou-se um hábito para o brasileiro.

No início do projeto da GJP Hotels, o empresário havia estabelecido como meta possuir em sua carteira 48 hotéis até o ano de 2018. Entretanto, diante da desaceleração econômica se viu obrigado a “tirar o pé do acelerador” e abandonar essa meta.

Em 2009, a CVC, considerada a principal agência de viagens do país, foi vendida para o fundo de private equity Carlyle por R$700 milhões. O fundador da operadora de turismo, até 2016, se manteve na presidência do conselho administrativo com seus aproximados 10% de participação acionária. Mesmo após a venda das ações majoritárias do grupo, Guilherme Paulus descartou a possibilidade de recobrar o comando da empresa.

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