Os fenômenos que podem estar por trás de um dos verões mais intensos da última década

O verão no hemisfério Sul chegou de forma arrebatadora. E os recordes de temperatura alta em quase todas as regiões do Brasil que estamos presenciando podem estar relacionados a dois fenômenos: o El Niño e a intensificação do aquecimento global – tão noticiado em quase todos os veículos de notícias.

O primeiro, de causa natural, ocorre em intervalos de tempo irregulares por conta de uma modificação na direção dos ventos sobre o Oceano Pacífico, de modo que a temperatura na superfície da água se modifica gerando consequências como mudanças na regularidade das chuvas e aumento das temperaturas principalmente nos países abaixo da linha do Equador.

Segundo os dados coletados pelo INMET – Instituto Nacional de Meteorologia – há uma probabilidade de 95% que esse evento tenha começado a ocorrer nesse verão e as previsões feitas pelo instituição é que as temperaturas sejam maiores que a média dos verões passados.

Somado a isso, o relatório do Global Carbon Project divulgado na primeira semana de dezembro de 2018 revela um dado preocupante: as emissões de dióxido de carbono este ano cresceram 2,7% em comparação com o ano de 2017.

O dióxido de carbono é o principal gás para intensificação do Efeito Estufa que, apesar de ser um fenômeno natural e vital para a vida na Terra, está diretamente relacionado com o aquecimento global devido a ação humana.

Especialistas associam esse aumento das emissões ao retorno do uso de combustíveis fósseis em 2018, como o carvão, e países como Estados Unidos e China lideram o ranking de maiores emissores.

Apesar de ser difícil associar os impactos individualmente de cada um desses fenômenos nas características climáticas do verão que estamos prestes a enfrentar, é inegável que as alterações climáticas estão ocorrendo e estudos recentemente publicados na renomada revista científica “Nature” indicam que os próximos anos não serão tão diferentes.

Segundo os autores o planeta enfrentará ondas de calor e a ocorrência de fenômenos extremos com maior frequência, como furacões e inundações. Tais indícios e pesquisas reiteram a necessidade e preocupação de diversas nações que em 2015 aprovaram o Acordo de Paris com medidas que visam assegurar um aumento da temperatura média global aceitável.

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