O horário de verão e sua necessidade ainda contraditória

O horário de verão termina no próximo domingo dia 17 de fevereiro de 2019, e dessa forma, 10 estados além do Distrito Federal terão que atrasar (ajustar) em 1 hora os relógios. E isso se restringe aos moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que tiveram o início do horário de verão às 0 hora do dia 4 de novembro e o mesmo será terminado também às 0 hora do dia 17 de fevereiro de 2019, com o atraso do relógio.

O horário de verão tem sofrido uma certa resistência a sua continuação e há notícias e planos para que possa vir a ser extinto, uma vez que a economia agregada com tal sistema não tem gerado tanta relevância, já que medidas de enxugamento de gasto energético foram sendo tomadas com o passar dos anos, como por exemplo, a extinção das lâmpadas incandescentes, e a passagem para as fluorescentes, o que gerou uma economia de energia absurda, e para tal, vem sendo as fluorescentes já sofrendo um maciço processo de conscientização de migração para as lâmpadas LED, que geram uma economia maior ainda, embora essas lâmpadas ainda sejam muito pouco acessíveis, já que o preço das mesmas é bem elevado quando comparado às demais.

De acordo com a professora-doutora em economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Juliana Inhasz, não tem sido tão lucrativo a adaptação ao horário brasileiro de verão, já que mesmo com o maior tempo de acesso a luz solar no horário comercial, ainda assim as pessoas tem estendido seus horários de trabalho e elevando os gastos com energia elétrica, e além disso também não tem sido mais tão incisa a necessidade quanto a algum racionamento ou processo de crise hídrica, o que pode provocar problemas de abastecimento de energia elétrica. E dessa forma há algumas pessoas que relatam mais pontos negativos do que positivos quanto a qualidade de vida, já que na maioria das opiniões ouvidas o maior problema é ter que sair de casa com o da ainda escuro, o que provoca mais cansaço, insegurança e o medo de perder o horário para o trabalho. E ainda assim, os dados mais atualizados quanto ao total de economia gerada com o horário de verão de 2019 ainda não foi montado um resultado do comportamento desse cenário e um quadro comparativo entre os anos anteriores de consumo energético e de valores.

 

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