Pesquisa científica comprova que vacinas não são responsáveis por provocar autismo

Mesmo sem qualquer embasamento científico, rumores de que algumas vacinas podem ocasionar autismo são frequentes em diversos países. Isso, segundo autoridades no assunto, faz com que alguns pais ou responsáveis por crianças deixem de imuniza-las, gerando o reaparecimento de moléstias até então extintas ou sob controle.

Uma pesquisa promete derrubar o mito de que a imunização seria responsável pelo desenvolvimento de autismo em crianças. A vacina estudada, conforme matéria publicada pelo Portal de Notícias Terra, é a responsável por combater o sarampo, a caxumba e a rubéola, chamada de tríplice viral. Aplicada em bebês de 1 ano, é também indicada como reforço após 15 meses de vida.

O estudo consistiu na observação de mais de 600 mil crianças, cujo período de nascimento ocorreu entre os anos de 1999 e 2010. A vida desses indivíduos foi monitorada até o ano de 2013. Vale ressaltar que alguns pontos foram levados em conta, como por exemplo, fatores que pudessem implicar no surgimento de algum transtorno que se encaixasse no espectro autista.

A principal conclusão obtida em razão do estudo ocorreu após os pesquisadores confrontarem índices de autismo em crianças que haviam tomado a tríplice viral em detrimento das que não haviam recebido nenhuma dose. Após esta análise, comprovou-se que não nenhum tipo de ligação entre esse tipo de imunização e o autismo. Outros fatores, entretanto, seriam responsáveis pelo surgimento da síndrome, mas estes não estariam relacionados com a vacina em questão.

Três instituições foram envolvidas a fim de que a pesquisa pudesse ser realizada: a Universidade de Stanford, a Universidade de Copenhagen e o Instituto Statens Serum. Com a reunião de esforços entre pesquisadores desses locais uma outra tese pôde ser reforçada: a de que a vacina também não ocasiona o autismo em crianças com grande propensão a desenvolve-lo.

Segundo relatado na matéria, o autismo é mais frequentemente observado antes que a criança complete dois anos de idade. Tal observação é possível através da análise de um profissional especializado no assunto, que verifica o desenvolvimento do paciente e observa se há alguns traços peculiares, relacionados ao comportamento apresentado rotineiramente.

Saiba mais:

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/minha-vida/nao-ha-ligacao-entre-autismo-e-vacina-reforca-estudo,9f4dd805e20ecf05718f114197b08513cu1kalpg.html

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