Desmatamento ganha força na Amazônia e quebra recorde no início de 2020

Os alertas lançados sobre a floresta Amazônica dispararam mais uma vez no primeiro trimestre deste ano. Segundo notícias divulgadas no dia 13 de abril de 2020 pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento na Amazônia bateu recorde histórico no início deste ano. Os dados foram lançados com base no sistema de monitoramento Deter-B iniciado há quatro anos pelo instituto.

Os dados lançados em janeiro deste ano foram relativos a uma área de floresta de 796,08 km², e se estenderam pelos meses de fevereiro e março de 2020. O Inpe comparou os dados do desmatamento na Amazônia com o mesmo período do ano passado e revelou que houve um aumento de 52% durante o período. No ano passado, o alerta era para uma área de 525,63 km². No ano de 2018, foram registrados 685,48 km² de área em alerta; em 2017 o alerta foi para uma área de 233,64 km² e em 2016 para uma área de 643,83 km².

De acordo com as medições realizadas pelo instituto, ano após ano o desmatamento neste período vem ganhando força por falta de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), que segue embasada por dados de monitoramento realizados pelo Prodes (Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite). Os dados corporativos lançados a cada trimestre tendem a evitar as distorções sazonais recorrentes neste tipo de medição feita por satélites, como, por exemplo, a presença intensiva de nuvens de chuva entre os meses de janeiro e março.

Se compararmos o desmatamento registrado em março deste ano com o mesmo período no ano passado, podemos observar um aumento significativo de 30%, que foi recentemente divulgado pelo Inpe. O desmatamento na Amazônia manteve-se avançando e não parou nem mesmo com a pandemia de coronavírus.

“Houve grande expectativa de que a fiscalização ambiental feita por terra não tivesse fôlego para lidar com a expansão do desmatamento na Amazônia em decorrência da pandemia de covid-19, algo que se confirmou com base nos dados recentemente lançados. Os indígenas estão cada vez mais expostos a esses invasores que têm o total apoio do governo federal, estadual, municipal e de alguns órgãos que se dizem protetores”, explica o coordenador de fiscalização e operações do Ibama, Hugo Loss.

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