Google registra mínima histórica nas buscas por passagens aéreas no Brasil

As empresas de transporte aéreo enfrentam uma crise sem precedentes, por conta da atual pandemia do novo coronavírus (Covid-19) — e, consequentemente, das limitações de locomoção de pessoas impostas pelos governos, como forma de conter o alastramento do patógeno.

Ainda que já fosse prevista uma diminuição nas vendas e nas procuras por voos, a queda foi maior do que a esperada. Comparando-se os meses de fevereiro e abril, a queda nas buscas no Google por passagens aéreas foi de 81%, em compilação feita a partir da plataforma Google Trends. O lado positivo, todavia, é que de abril para maio as buscas estabilizaram-se, o que significa que, se ainda não há uma recuperação, ao menos não há mais queda nos interesses por passagens aéreas.

O molde de medida utilizado pela gigante das pesquisas é de 0 a 100 — sendo que o valor máximo representa um pico de popularidade; já o valor mínimo significa que não havia dados suficientes para as buscas. Assim, no Brasil, o valor de fevereiro em relação às buscas por passagens era de 91, enquanto o valor dos meses de abril e maio foi de 17 (números que demonstram a forte queda).

No mundo, contudo, ocorre uma retomada na melhora nas buscas — de 30% em maio, na comparação com abril. Os valores mais positivos são puxados, principalmente, pela Europa e pela China, onde a pandemia encontra-se sob controle atualmente. Tendo em vista esta perspectiva, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) tem adotado um discurso de otimismo, batizando essa melhora como uma espécie de “luz no fim do túnel”.

O Brasil, apesar de ainda encontrar-se bastante afetado pela pandemia, tomou medidas de auxílio às empresas aéreas que podem ter ajudado a manter os negócios em pé. Além disso, o aumento gradativo das retomadas dos voos também já uma realidade.

“No início de abril, quando a crise se instaura aqui, nosso ponto mínimo foi de 180 voos diários, de uma média que chegava até em 2.700 no período de pico, em temporada de verão”, destacou o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Por sua vez, de maio para junho, os registros diários de voos já foram para 263.

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